sábado, 28 de julho de 2012

LUTA TOTAL: As eleições em Camboriu serão as mais tranquilas de sua história!


LUTA TOTAL: As eleições em Camboriu serão as mais tranquilas de sua história!


Eu diria que a historia de lutas do PDT no Brasil e, logo após a sua fundação por Leonel Brizola e dezenas de militantes históricos, incluindo aí intelectuais e ex exilados políticos, faz deste partido uma referencia da defesa da democracia e na busca constante da justiça social, mesmo sendo o PDT um partido que oscila entre o Socialismo Democrático e a Centro-Direita.

Pra mim que conheci o Brizola, Glênio Perez e Alceu Colares lá no Rio Grande do Sul, não terei dificuldades em fazer esses comentários...

      Por ser um partido de cunho nacionalista e trabalhista, o PDT abomina todo e qualquer ato de violência eleitoral e política.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

EU, CELSO L., 61 ANOS, EX-RESISTENTE, TORTURADO E...VEREADOR?! | Ousar Lutar!!! Ousar Vencer!!!

...Não há nenhum fatalismo histórico a tanger os partidos de esquerda ao comprometimento com o status quo como condição indispensável para crescerem; a decisão que o PT tomou há uma década, de negociar com banqueiros e grandes capitalistas a  permissão  para chegar ao poder e as concessões que teria de fazer em troca, não foi imposta pelos deuses, foi decidida por homens.

Agora, é imperativo provarmos ao cidadão comum que a esquerda pode decidir noutro sentido, mantendo a fidelidade a seus grandes ideais em quaisquer circunstâncias; até porque disto depende o ressurgimento da esperança na política. A minha parte eu farei.

Também quero ajudar a manter vivos alguns valores dos revolucionários da década de 1960, como o de que os vários agrupamentos da esquerda anticapitalista devem ver a si próprios como integrantes de um  campo, parceiros e aliados no bom combate, e não como adversários na disputa por migalhas de poder numa sociedade desumana.

sábado, 7 de julho de 2012

LUTA TOTAL: LUNGARETTI : “DA GUERRILHA ARMADA ÀS MARQUISES DE RUA DE SÃO PAULO...”

LUTA TOTAL: LUNGARETTI : “DA GUERRILHA ARMADA ÀS MARQUISES DE RUA DE SÃO PAULO...”

Contudo, entre discordar do Lungaretti , vez ou outra, como eu, e pô-lo porta a fora, com a Esposa e a Pequena Filhinha, como atualmente quer fazer o seu Senhorio, o Dono do Parco Imóvel Alugado, em São Paulo , onde ora vive o Ex-guerrilheiro, há uma imensa diferença.
Mas é, exatamente, esse Drama Comezinho , tão comum a tantos outros Brasileiros Anônimos , que mal conseguem, no dia-a-dia, o que comer nos Lixões do nosso Capitalismo Tupiniquim , antes de se recolherem,, a noite, por debaixo das Marquises Iluminadas do nosso “Consagrado” Modelo Social , o risco real que corre o nosso “Herói” Lungaretti .

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Bate-papo Aberto e Franco em Defesa das Lutas Populares e Sindicais


Dia 23 de junho de 2012 - das 15 às 18h - Auditório do CFH 

na UFSC



Convite,



Nós, um grupo de militantes sociais, filiados ou não a partidos, porém cidadãos ativos nas lutas de nossa cidade e região dirigimos este convite para você por entendermos ser da máxima urgência estabelecermos um processo de debates, entre militantes do Movimento Popular, Sindical e Estudantil, de forma solidária, franca, aberta e fraterna, sobre a conjuntura política municipal e as perspectivas de luta por um "PROJETO DEMOCRÁTICO E PARTICIPATIVO PARA A CIDADE".



Partimos do pressuposto de que todos nós, participantes deste debate, independentemente de nossas opções político-partidárias, somos atores e referências para as lutas populares em Florianópolis, junto às bases sociais nas áreas de nossas atuações e, por isto mesmo, temos grandes responsabilidades pela transformação do quadro de hegemonia política, econômica, social e cultural exercido pelos setores conservadores e que predomina e submete a população à exclusão do direito a vida digna e a segregação social.



Sabemos que, historicamente, as elites vêm determinando o pensamento e as práticas políticas em todos os aspectos da vida, seja no quadro de nossas famílias ou de nossas relações sociais, na educação, no trabalho e até mesmo no nosso lazer, mas é no quadro concreto das lutas populares e sindicais dos trabalhadores que o embate se dá.



Enquanto nos mobilizamos desarticulados e agindo de forma pontual, pelas demandas específicas de nossos movimentos sociais, assistimos também à criminalização dos movimentos e a institucionalização da luta política dos trabalhadores por dentro das estruturas de governo, com avanços da direita fincados de forma absoluta, historicamente, no executivo, no legislativo, no judiciário e nos veículos de comunicação de massa.



Mas assistimos, também, à prática conservadora de grupos históricos da esquerda, privilegiando-se do poder ou digladiando-se pelas migalhas da participação nas estruturas burocráticas dos governos, os quais funcionam como verdadeiros instrumentos de cooptação de lideranças e movimentos, a serviço e manutenção do efetivo poder político instituído pelas classes dominantes locais e nacionais.



Por isso, com o objetivo de fortalecer a organização das lutas sociais e buscando a construção de reflexões coletivas, enquanto atores políticos dos movimentos sociais, das entidades comunitárias, dos sindicatos, dos partidos, e das correntes políticas, entendemos que precisamos nos unir para traçarmos, conjuntamente, nossa ação política em relação ao processo eleitoral municipal de 2012, como espaço político importante na conjuntura atual, para impedir o aprofundamento do conservadorismo na Prefeitura e na Câmara de Vereadores por mais 8 anos.



Achamos ser necessário trabalhar para dar forma e unidade ao que, de fato, pelas nossas práticas e compromissos cotidianos, pode nos tornar um possível grupo social com identidade política, princípios e estratégias, em defesa de nossas demandas e políticas públicas, com instrumentos de participação e controle social de gestão da coisa pública, a ser apresentada ao conjunto da população, para a disputa na sociedade, seja no processo eleitoral ou fora dele.



Julgamos que esta articulação pode se tornar uma base sólida para a construção de caminhos transformadores, independentes e autônomos de organização das classes trabalhadoras, em oposição às atuais relações de governo e poder na Cidade e no Estado e pelo atendimento aos objetivos e necessidades das maiorias da sociedade, inclusive para além das próximas eleições.



Acreditamos e partimos da idéia de que as possibilidades políticas, objetivas e subjetivas, existem de fato para os que ainda acreditam nos valores da militância popular solidária, fraterna, voluntária, independente e classista, e não dos que se movem por cargos, empregos e salários. Isto depende, basicamente, da nossa disposição de luta, articulação e apresentação como campo de referência política, para conquista das demandas das famílias das classes trabalhadoras, nas disputas eleitorais de 2012 e nos embates da conjuntura municipal.



Assim, entendemos que a unificação das forças dos movimentos sociais, possa e deva ser construída através de um "PROJETO DEMOCRÁTICO E PARTICIPATIVO PARA A CIDADE", que se contraponha politicamente ao domínio e ação das elites e oligarquias de nossa cidade e, portanto, seja orientador do debate proposto para o dia 23/06/12.



Pauta Preliminar para o Bate-papo:

1) Apresentação dos participantes, informes e as primeiras impressões dos companheiros sobre a Conjuntura Política em Florianópolis;

2) O processo eleitoral municipal de 2012, suas alianças, candidaturas e projetos políticos;

3) Nossas demandas coletivas de luta, nossas pautas e organização, a partir do que os movimentos sociais e dos trabalhadores vêm se mobilizando na cidade;

4) Encaminhamentos.



Saudações Democráticas!



Assinam:

Movimento Popular: Albertina da S. de Souza, Alexandre Lemos, Angela Liutti, Ataíde Silva, Augusto Marques, Denise Siqueira, Elaine Tavares, Elisa J. Silva, Glauco C. Marques, Fernando R. Matos, Hélio Carvalho, Jeffrey Hoff, Loureci Ribeiro, Míriam Santini de Abreu, Nivaldo A. da Slva, Raul Fittipaldi, Rui A. P. Alves, Ruy Wollf, Telma Piacentini

Movimento Sindical: Denilson Machado, Dino Gilioli, Elenira Oliveira, Marival Coan, Ricardo Freitas, Wolnei Chucre

Universidade: Carmen Tornquist, Carlos Vieira, Luiz Eduardo F. Teixeira, Manoel Arriaga, Marco Borges, Maria Inês Sugai, Maria Teresa Santos, Paulo M. B. Rizzo, Raul Burgos, Valcionir Correa, Werner Kraus Junior



ESPERAMOS CONTAR COM SUA DIVULGAÇÃO, SUA PRESENÇA E DE SEUS CONVIDADOS!

"Bate-papo" dos Movimentos Populares e Sindicais

Sábado, dia 23/06/12 - das 15:00 às 18:00h - no Auditório do CFH da UFSC


Disponível em: http://pobresenojentas.blogspot.com.br/

sábado, 24 de março de 2012

Crise na “base aliada” do governo ou a guerra das quadrilhas quando se ausenta o “capo”


Por Liga Bolchevique Internacionalisa

O termo “base aliada”, criado para definir o arco político de apoio parlamentar ao governo Dilma, parece que não corresponde mais a nova realidade nacional. Poderia se chamar agora “base inimiga” em plena guerra intestinal. O certo é que após a troca das lideranças do governo na Câmara e no Senado, medida tomada para tentar estancar a crise, Dilma vem enfrentando um verdadeiro “inferno astral”, paralisando todas as votações “importantes” no Congresso Nacional. O móvel da mudança de lideranças do governo no parlamento teve como eixo a formação de uma nova cúpula, identificada mais diretamente com a presidente “poste” Dilma, e não com os velhos caciques corruptos do Congresso, como Sarney, Renan e Alves. Mas a manobra teve efeito contrário e nem sequer os senadores do “bloco independente” do PMDB (Simon e Jarbas) foram atraídos para a ex-base aliada. Já os desafetos políticos dos novos líderes do Congresso, como a bancada do PR, anunciaram que ingressariam no campo da oposição. A situação é tensa impedindo que o governo consiga vencer alguma votação importante na Câmara dos Deputados, como a lei geral da Copa e o novo código florestal, ambas adiadas para depois da Páscoa.



A tentativa feita por Dilma de “passar por cima” da costura podre feita por Lula no congresso com as oligarquias mais asquerosas da política burguesa, corresponde a uma avaliação equivocada da conjuntura, qual seja, já que o país atravessa um bom momento econômico, gerando altos índices de popularidade para o governo, e Lula amarga uma ausência prolongada da vida política, “Eu posso deixar de ser poste!”. Acontece que o sonho de deixar de ser a sombra do mito, esbarra na completa falta de carisma político de Dilma, uma “criatura” sem vida própria, forjada apenas para ser um mandato tampão de plena confiança. Outro elemento fundamental “esquecido” por Dilma foi o próprio caráter fisiológico e corrupto da “base aliada” montada por Lula. Sem a menor identidade “ideológica” com o já desfigurado PT, os partidos tradicionais burgueses (PMDB, PR, PP, PTB etc.) foram se incorporando a base da frente popular em troca de espaços e controle de verbas do Estado capitalista, e jamais se dispuseram a praticar alguma “firula” populista de esquerda, como faz o PDT ou PSB.



O resultado da “aventura” Dilmista foi a instalação de uma guerra das velhas quadrilhas no Congresso, que agora se sentem desprestigiadas politicamente, apesar de ainda conservarem boa parte dos seus cargos no organograma do Estado burguês, encavacado pela frente popular. A votação do novo código florestal, que retorna à Câmara após as modificações feitas pelo Senado, é um bom exemplo da impotência de Dilma frente aos apetites mais vorazes da chamada bancada ruralista. Mesmo apelando “humildemente” ao PMDB, PP e até ao novato PSD, Dilma ouviu um sonoro “não” a sua reivindicação pela aprovação do projeto, já formatado pelo governo para atender aos interesses do latifúndio. Os ruralistas querem mais concessões e impuseram sua vontade a liderança do PMDB. Também a aprovação da lei geral da Copa passa pelo mesmo impasse, desta vez sob a chantagem da bancada evangélica que domina boa parte dos partidos da “base aliada”.



A presença política ativa de Lula, exercendo seu bonapartismo tupiniquim, era um elemento fundamental para o equilíbrio da feroz disputa das quadrilhas burguesas pelo controle do botim estatal. Mesmo tendo ultrapassado bem as “crises” anteriores, provocadas pela sequência de escândalos de corrupção em seu ministério, Dilma não conseguirá solucionar o atual impasse no Congresso sem ceder às chantagens das frações partidárias corrompidas e “seviciadas” pelo capo maior da frente popular. A ausência de qualquer iniciativa independente das massas no cenário político nacional, remete a resolução da “crise parlamentar” para as viciadas instâncias do “toma lá da cá” do regime bastardo da democracia dos ricos. A “oposição de esquerda” que acaba se solidarizar-se no Senado com o reacionário Demostenes Torres, considerado um aliado circunstancial, se mostra impotente programaticamente para realizar uma ampla campanha de desmoralização das instituições “representativas” (das classes dominantes) do Estado burguês. Somente a entrada em cena da classe operária e seu partido revolucionário, poderá estabelecer um verdadeiro confronto de massas entre os “corruptores e as corrompidas” instituições desta república apodrecida dos “novos barões” capitalistas.