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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PSTU e PSOL tocam cornetas com a burguesia corrupta deste pais!



Por Carlos Alberto

 O reformismo, segundo o Arquivo Marxista da Internet
É uma corrente política no seio do movimento operário, que nega a necessidade da luta de classes, a revolução socialista e a ditadura do proletariado, é favorável à colaboração entre as classes e aspira converter o capitalismo numa sociedade de "prosperidade geral" com a ajuda das reformas aplicadas no marco da legalidade burguesa. Surgiu no último quarto do século XIX e se difundiu entre os partidos social-democratas. Em 1954, o Reformismo proclamou como sua doutrina oficial o "socialismo democrático", oposto ao "comunismo científico" e orientado a adaptar o capitalismo às novas condições históricas sem mudar a sua natureza.


Vamos ao entendimento das ações políticas recentes, mas históricas do PSTU e do PSOL! Um nasceu sonhando com o capitalismo e o outro nasceu como tal.


"Um" apóia a primavera árabe pelo qual chama de revolução que, na verdade é uma ponta de lança imperialista para a derrubada dos governos nacionalistas burgueses da região, inclusive defendem que a OTAN bombardeie e arme os traidores árabes...

O "outro" (que também apoia a OTAN) é aliado do asqueroso José pé na cova Sarney já vai tarde que,  em síntese,   é o proprietario dos estados do Maranhão e do Amapá, mas,  que os “Psolistas” tem admiração e respeito. Além disso o Partido da Solidariedade com a Ford Veículos do Brasil, também toca cornetas com o partido morenista...


Agora, ou melhor, desde sempre ambos sonham estarem mais bem representados no congresso dos ricos para poderem galgar condições financeiras melhores,  como exemplo: Mandatos particulares que titulam como populares que rendem a bagatela de mais de 100 mil reais por mês, sem contar os conchavos e as emendas lucrativas e fisiológicas negociáveis...


Por conta das eleições que se avizinham, os dois siameses estão querendo formar uma frente de esquerda (que anda e olha para a direita) em parceria com o PCB.


Como ex-militante e ex candidato a Vereador do PCB durante a minha militância de 1989 a 1998 eu pergunto: E a militância do partidão foi ouvida e houve debates? Ou está sendo como nas eleições municipais de 1992 em Florianópolis que, logo após o congresso do racha em São Paulo (fui delegado por SC e candidato derrotado ao Comitê Central, inclusive recebi apoio de setores da OPPL hoje PCML), os donos do partidão em Santa Catarina (Professores da UFSC) enfiaram guela abaixo do partido um candidato que declarava publicamente de que não era marxista e, anteriormente havia procurado o PDT e o PcdoB para sair candidato de ambos...





Contra tudo o que exaustivamente debatemos no congresso realizado no Teatro Záccaro*, localizado no Bairro Bixiga em São Paulo/SP, e que foi a razão mestra do racha, o diretório  municipal do PCB em Florianópolis naqueles dias agiu com fisiologismo junto ao ex-MSR que, é nos dias de hoje parte do gabinete e base de apoio ao Deputado Sargento Soares do PDT.


"Santinho" das eleições municipais do ano de 1992 em Florianópolis SC - O nº 79 (histórico) do PCB foi em decorrência da disputa espúria com Roberto Freire que havia registrado a sigla PCB como invenção sua junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, pasmem...


Eu imagino que o PCB (referencia política aos militantes marxistas revolucionários), vá cometer mais este erro histórico do nada pelo nada...


Ora, o meu questionamento é baseado na caminhada de ambos os partidos “Um” e “Outro” que há  muito tempo tem pisado nos tomates  em relação as causa populares, revolucionárias e de interesses vitais dos movimentos sociais, ao declararem publicamente apoio as greves da Policia Militar, do “DOPS” (se existisse) e que na ante-sala do apoio finge defender as causas sociais, tendo como exemplo a comunidade de Pinheirinho massacrada pela PM, e recentemente deu apoio incondicional aos bate-pau da burguesada na repressão aos Black Blocs, que são na verdade a linha de defesa e ataque espontânea dos movimentos sociais de massa...




Vale lembrar que ficou visto a “olhos nu” as trairagens do PSTU e do PSOL durante as manifestações que se iniciaram no mês de junho deste ano de 2013.


Defensores de manifestações de cordeirinhos, eles estão tentando arrastar o PCB para a cova política da história...


Bem, alguns teóricos irão dizer: O que uma coisa tem a ver com outra?


Muito! Trata-se de agentes siameses aos ideais da burguesia...


A pergunta que não quer calar: O que os movimentos sociais ganham com a eleição de candidatos de partidos políticos reformistas e traidores?

(*) Corrigindo o texto mais acima, vale lembrar que o Congresso do racha iniciou-se no Teatro Záccaro, onde nossas lideranças fizeram um discurso político e a seguir saímos em caminhada pelo bairro do Bexiga em direção ao Colegio Rooselvet, no bairro Liberdade, local onde concluímos o nosso congresso, já que o outro da criação do PPS nós o consideramos espúrio.


OPPL - Organização Popular Para Lutar que hoje se denomina Partido Comunista Marxista Leninista que também publica o Jornal revolucionário Inverta...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Para ter a benção da burguesia em 2014, Dilma “rifa” Lula e o PT com a Operação “Porto Seguro”


  Por Liga Bolchevique Internacionalista

Estamos vendo diariamente na mídia murdochiana uma ofensiva orquestrada contra o PT e Lula. Os jornalões, a Veja e a Rede Globo vêm preservando Dilma justamente porque querem abrir ainda mais o fosso entre a “gerentona” servil e seu doente padrinho político, um líder popular ainda forte no imaginário dos trabalhadores. 
 
Está cada vez mais claro que a estratégia é minar a imagem de Lula, “impor” ao PT a candidatura de Dilma em 2014 e preparar a transição para um outro eixo de poder político, ligado a oposição conservadora, em 2018. O fato do PSDB lançar Aécio Neves como candidato a presidente na mesma semana que estourou o escândalo envolvendo o “affair” de Lula (Rose) através da “Operação Porto Seguro” obviamente não é um acaso. 
 
A burguesia brasileira e seus barões já estão movendo as peças no jogo de xadrez da sucessão presidencial, tendo um amplo leque de opções que inclui também Eduardo Campos, Joaquim Barbosa e Marina Silva. Desejam reeleger uma Dilma completamente servil e cada vez mais frágil para assegurar esta transição “lenta, gradual e segura”, inexorável na medida em que os capitalistas pretendem desferir ataques de maior envergadura contra os trabalhadores e precisam de um governo mais à direita alinhado automaticamente com este objetivo, uma gerência que supere o acordo personificado por Lula em que a burocracia sindical cutista (e seus satélites) é intermediária do pacto de estabilidade do regime via a cooptação material e política. 
Este “modelo” deu certo até agora, mas a crise econômica mundial exige que o Brasil dê uma parcela maior de contribuição ao plano de ajuste e austeridade ditado pelo imperialismo, o que significa uma ofensiva mais profunda sobre direitos e conquistas dos trabalhadores.
É sintomático que já a mais de uma semana tenha estourado a “Operação Porto Seguro” e a esquerda mantenha um silêncio sepulcral. Obviamente não estamos falando do PT e PCdoB, que timidamente saíram em defesa de Lula. O PT inclusive fez uma reunião este final de semana “criticando a mídia”, mas simplesmente para marcar posição. Anunciou a eleição de sua direção nacional para 2013 e um “congresso programático” para início de 2014, onde deve selar a candidatura de Dilma a presidente, desfazendo-se dos planos iniciais de Lula voltar ao Planalto, justamente porque o ex-metalúrgico já jogou a toalha frente a última investida da PF e da Globo/Veja contra ele e seu “affair”. Estamos nos referindo a chamada “oposição de esquerda” encabeçada pelo PSOL e ladeada pelo PSTU e PCB. Ao que parece, estes partidos que apresentaram o STF como um tribunal “ético” acima das classes sociais e saudaram o julgamento do chamado “mensalão” que condenou Dirceu e Genoíno como um “marco histórico” (reclamando apenas que este também puna o PSDB o que será feito condenando possivelmente Eduardo Azeredo), esperam a mídia “fritar” ainda mais Lula e seu séquito corrupto para se somar a sanha da “oposição conservadora” (PSDB, DEM, PPS) e pedir a “cabeça” do ex-presidente, rifado por Dilma. Como desejam tirar algum dividendo eleitoral em 2014, querem ver o circo eleitoral pegar fogo para dentro das regras da democracia burguesa conseguir alguns postos parlamentares valendo-se de uma crise que esperam atinjam a popularidade do PT e o governo Dilma.
De nossa parte, os marxistas revolucionários que fazemos desde o início da gestão da frente popular, há mais de 10 anos, uma oposição de classe, operária e revolucionário aos governos Lula-Dilma, declaramos que os trabalhadores não têm nada a ganhar com esta ofensiva da mídia contra o PT. Ainda que caracterizemos que se trata de uma guerra de quadrilhas burguesas, sabemos perfeitamente que a ofensiva em curso visa estrategicamente atacar os direitos democráticos dos trabalhadores e suas parcas conquistas sociais. O engodo da “luta contra a corrupção e a moralidade pública” não passa de uma farsa para enganar ingênuos e atrair a classe média, ávida por ver alguém ser jogado na fogueira. Longe de uma “superação à esquerda” do PT como vende o PSTU ou o PSOL, a tendência na conjuntura nacional é que se fortaleçam alternativas à direita, que usando o discurso da ética na política, agrupem os setores mais reacionários, hoje debilitados no campo eleitoral.
O PT e a frente popular, até porque se converteram em sustentáculo do regime político burguês, são incapazes de enfrentar esta ofensiva. A “fuga” de Lula para a Europa, seu silêncio vergonhoso e as declarações ultra-defensivas de Gilberto de Carvalho e do Ministro da Justiça, Eduardo Cardoso, ambos afirmando que o governo Dilma e sua PF “cortam na própria carne” demostram que nunca romperão o pacto de governabilidade pontificado com a burguesia e seus barões, preferindo serem rifados a entrar em confronto com seus amos capitalistas. É tarefa dos revolucionários fazer desde já a leitura que estamos vendo por em marcha os primeiros passos da transição de um governo de frente popular para uma coalizão de centro-direita não mais sob o comando do PT em 2018. O mais importante, porém, não é “apenas” saber que a burguesia irá trocar seus gerentes como parte de um plano estratégico mais global, mas que ela prepara um ataque profundo aos trabalhadores a ser desferido já no segundo mandato de Dilma, como parte da estratégia da classe dominante do continente, que deseja ver nos próximos anos, a começar pela Argentina, ascenderem governos alinhados com esta perspectiva. O 20-N, que teve o apoio dos revisionistas do trotskismo na Argentina, reflete bem esta trágica “aliança”. O silêncio da “esquerda” que não está no governo da frente popular se deve justamente porque ela, completamente sem rumo e norte de classe, espera passiva para ver se pode entrar de carona nos planos da burguesia. O PSOL, que já ofereceu legenda a Marina Silva e “namora” com Joaquim Barbosa, é um dos candidatos reais a tentar ser escalado para esta empreitada futura. Amapá e a vitória de sua ala fisiológica que teve o apoio do DEM e do PSDB mostrou o caminho. Nossa tarefa é justamente denunciar este engodo e forjar uma alternativa revolucionária dos trabalhadores, não visando uma perspectiva eleitoral, mas como um embrião da resistência direta e classista das massas frente ao horizonte sombrio que se prenuncia!